Brasileiros voltam a planejar viagens internacionais e quase 30% pretendem visitar o exterior, aponta pesquisa
São Paulo, 27 de setembro de 2021 - O isolamento prolongado e as restrições de deslocamento durante a pandemia da Covid-19 têm aumentado a vontade do brasileiro de poder voltar a viajar para fora do país. Segundo uma pesquisa encomendada pela Wise (ex-Transferwise) à Morning Consult, que ouviu viajantes internacionais brasileiros, três em cada cinco (62%) afirmam sentir mais vontade de viajar para o exterior agora do que nunca, e 28% estão planejando realizar uma viagem para o exterior nos próximos seis meses.
Quase todos os respondentes (90%) afirmam que a pandemia os impediu de viajar para o exterior tanto quanto normalmente viajariam. Entre as principais saudades de ir ao exterior, aprender sobre diferentes países e culturas aparece em primeiro lugar (69%), seguido de visitar novos pontos turísticos, como museus e igrejas (65%), e vivenciar outros ambientes que não encontram em seu país (61%). O perfil que mais pretende viajar para fora do país nos próximos seis meses é de homens (32%), aqueles com renda acima de R$ 10 mil (37%) e os que têm entre 18 e 54 anos (60%).
As experiências positivas ocasionadas pelas viagens internacionais são quase uma unanimidade entre os brasileiros - 89% concordam que elas proporcionaram algumas das melhores memórias da vida. E quase todos (88%) também dizem que à medida que as coisas voltam ao normal, viajar internacionalmente é uma das coisas que mais esperam fazer.
A pesquisa foi realizada em agosto, com 500 viajantes internacionais em todo o Brasil. O levantamento também entrevistou a mesma amostragem nos Estados Unidos e no Canadá. Os resultados da pesquisa completa têm uma margem de erro de mais ou menos 4 pontos percentuais.
Entre os brasileiros, cerca de metade (48%) afirma que a variante Delta os deixou pelo menos um pouco menos confortável para realizar viagens internacionais. Porém, o desconforto de viajar com a variante Delta circulando é maior entre canadenses (58%) e americanos (55%).
Mas outras inquietações relacionadas à pandemia também estão presentes nas respostas. Os brasileiros são os mais preocupados (67%) com o desafio de garantir saúde e segurança em viagens internacionais, incluindo precauções com a Covid-19, em comparação com os americanos (60%) e os canadenses (57%).
Além do impacto da pandemia devido às regras de quarentena e restrições de fronteira, a crise econômica também tem afetado o retorno às viagens internacionais para os brasileiros. Mais de dois em cada três (70%) apontam que a recente instabilidade financeira os tornou menos capazes de fazer viagens internacionais.
Não há consenso entre os países quanto aos principais desafios financeiros de uma viagem para o exterior. Os brasileiros apontam as taxas de câmbio infladas (60%) como a maior dificuldade - ela só aparece em sexto para os americanos, que apontam alterações e atrasos inesperados no itinerário (46%) como um dos principais transtornos financeiros. Já os canadenses consideram o preço do hotel (46%) entre os maiores desafios financeiros ao viajar internacionalmente. A conversão de moedas também é outro incômodo cambial que desafia financeiramente mais os brasileiros (32%) que os americanos (27%) e canadenses (17%).
Para estratégias de gerenciamento de dinheiro no exterior, a maioria dos viajantes brasileiros internacionais (62%) usa um cartão de crédito ou débito que permite o pagamento em moedas locais; entre aqueles que convertem dinheiro em moedas locais, a conversão antecipada é a estratégia preferida no Brasil e no Canadá (ambos com 55%).
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